sábado, 24 de outubro de 2009

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Acordo pela manhã com o sol na cara, mas volto a dormir.
Só me levanto quando não consigo mais permanecer imóvel.
Levanto e vivo pra pouco. Como pra nada, corro pra nada, leio pra nada e tento pra nada. A vida está sem emoção. Estática. Sem graça, dez-graça...
Às vezes penso em seder ao meu impulso louco de pegar meu violão, minhas roupas e sair por aí.
O amor da minha parte ainda grita procurando o antigo abrigo, mas parece ter desmoronado.
A tristeza já não bate mais para entrar, ela já se instalou e parece que vai ficar por muito tempo...
O que me chateia é saber que a minha idiotice superou meus limites...
Estático

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

É só...

O arrependimento escorre pelo meu rosto e cai sobre a minha roupa molhando tudo de vergonha e decepção...
É assim que me sinto...
O medo que tentei evitar voltou, mais forte e resistente, agora com sua ajuda.
Seu amor parece enfraquecido nesse momento, mas eu sei que ele está aí e eu não quero deixá-lo ir...
Ele está cansado e eu percebo isso...

No meu canto me sento e vejo um casal conversando ao lado
Inveja e saudades...
Falta e a dor insistente do meu erro espremendo meus órgãos com as duas mãos e me deixando com essa vontade de urrar!
De urrar pra ver se você me escuta
"Estou aqui!"
Grito insistentemente de dentro de mim! Você não consegue enxergar, e não conseguirá enquanto esse sentimento de repúdio te assombrar...
Por quanto tempo mais isso vai durar?!
Tomara que não deixe de passar....
Perdoe-me?!
Vamos renovar?! É um convite que lhe faço. Esse erro me ensinou que tudo que sempre apontei dos outros está aqui em mim e eu também preciso controlar. Não se controla sozinho, afinal de contas também sou "Humano, demasiado humano"...

Eu te amo! Desculpa se pareceu que não...

É só...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Já?!

Já não sei quem sou
Já não sei pra onde ir e nem pra onde vou
Já não sei o porquê, nem onde, nem quando e nem de nada...
E sempre que procuro saber acabo em nada próximo a lugar nenhum o que já não faz nenhum sentido...
Já não sei porque fazer, já não sei porque faço, já não sei de tudo...

Já?!
18! Já...

=/

domingo, 11 de outubro de 2009

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E então a criação passou a treinar para ser criador...

Pobre coitado de pensamento equivocado...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

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If this old heart could talk, it'd say you're the one

quinta-feira, 9 de julho de 2009

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Conheci e me apaixonei. Me apaixonei perdidamente. A paixão fortaleceu, virou amor. O amor cresceu e virou o que sinto hoje em dia, tão imenso e anestesiante que não sei explicar o que é, por isso chamo apenas de amor.
O tempo passou e me acostumei. Me acostumei com seu cheiro, me acostumei com seus olhares, me acostumei com seus abraços apertados, me acostumei com seus beijos interestelares, me acostumei a gostar de me acostumar por tanto praticar. Gostei de me acostumar, quase tanto quanto gosto de você. Acostumei e procurei não deixar de gostar.
Aprendi que todas as pessoas tem defeitos e que nem sempre todos os sonhos se realizam, não tão rápido quanto nós queremos. Aprendi que nós, malditos seres humanos filhos de qualquer coisa superior aí, em nossa perfeição sublime e nossa arrogância por sermos ignorantes o bastante a ponto de sermos perfeitamente imperfeitos e fracos por nos contentarmos com isso, queremos e queremos, e às vezes esquecemos que não devemos esquecer de não só querer.
Senti saudade. Sinto saudade! Morro de saudade.
Aprendi o que é saudade com a falta de você, minha companheira mais fiel nesses últimos tempos. Me segue por todos os lugares. Às vezes acho que esse texto deveria chamar "Louca saudade".
Canto, durmo, corro, me estresso, me acalmo, voo alto, tudo esperando pelo momento de te ver. Cresço e amadureço, caio do pé e nasço de novo.
Enlouqueço mas não me esqueço de que não preciso me lembrar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Era um vez...

Era uma vez uma mulher. Uma mulher linda, de cabelos negros e encaracolados, de pele branca e de esperanças transbordantes. Sonhava com o príncipe encantado, em cavalgar em seu cavalo branco uma cavalgada romântica, a dois, viajar por todo o mundo, conhecer os mistérios do universo, e chegar ao fim do "Foram felizes para sempre".
Era uma vez uma mulher destemida, corajosa, sonhadora, simples mas encantadora, que conheceu o príncipe encantado. Ele com sua capa vermelha, seu cavalo branco, sua espada reluzente, sua armadura bem polida, sua coragem, sua mania de ser imprevisível, e sua família real. Ele com pensamentos críticos, viagens, loucuras, filosofias, ideologias, que a conquistaram e a fizeram se apaixonar completamente.
Era uma vez uma mulher, linda como uma singela noite de lua cheia que montou no cavalo branco do príncipe encantado. Dali pra frente ela só esperava o final feliz, mas ele não veio.
O cavalo ficou menos branco, mais encardido. Tornou-se um pagaré pé de pano. A armadura ficou fosca e arranhada, amassada das batalhas da noite. A capa era de um vermelho desbotado e tinha alguns furos, buracos e pedaços faltando. A espada, prima da excalibur, virou um punhalzinho de quinta e mal amolado. As vitórias contadas com tanto orgulho não passavam de meros empates e a vida era simples, tão simples quanto a de um camponês.
Mas nada disso era o bastante pra mostrar a realidade para essa mulher que vivia seu próprio conto de fadas. Nada disso curava as córneas esperançosas de seus olhos brilhantes.
Era uma vez...
Era uma vez um príncipe nem tão encantado assim, com uma esposa meio cegueta. E então o príncipe parou seu cavalo em um campo aberto, desceu dele, tirou seu elmo e foi tomar uma cerva com os amigos. A mulher esperou, chamou seu nome, se iludiu por um bom tempo, tomou umas xícaras de café, jogou uma biribinha, até que ela se cansou. A mulher que de tanto esperar se revoltou. Desceu do cavalo, correu para sua independência e viveu feliz para (quase) sempre.
O príncipe em uma atitude desesperada ao ver sua (ex)esposa lhe dar as costas e partir, montou em sua ovelha (teve que vender o pangaré para pagar a conta do bar), e saiu em desabalada carreira. Mas era tarde. Nem choro, nem sua tristeza, nem suas súplicas, nem suas juras de amor, nada disso era suficiente. O princípe perdeu sua paixão encantada e a mulher casou com sua falta e finalmente encontrou seu caminho, nem tão encantado assim.
Hoje em dia ele afoga suas mágoas em dois ou três engradados de cerveja por dia e ela trabalha igual a um burro de carga esperando pelo próximo príncipe encantado. E no fim nem tudo é tão feliz assim e nem dura pra tanto sempre...

Pense...