sábado, 27 de março de 2010

Hoje...

...me olhei no espelho e tomei um susto. Eu estava velho, mais que o normal.
Acabado, enrugado, com o semblante de cansaço, com a aparência de doente. Meu sorrisos se aposentaram, minha esperança se cansou de esperar, minha imaginação não existe mais. Me alimento de realidade e vivo pra isso. "Que horas?!", "Como?!", "Onde?!"... Sem porque, sem "e se...". O que aconteceu?! E o que mais me impressiona é isso, eu morri aos poucos e nem percebi! Cadê o eu de verdade, o eu sem medo, cheio de esperanças, feliz só por ser?! Onde foi parar?!
Meus olhos vão se fechando e eu caio em sono fundo. Sem sonhos. E é assim que eu vivo agora...
Sem sonhos, esperanças, amigos imaginários, amigos reais.
Sou eu, o material...

Robot rock

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A ciência da serenidade

Saber ouvir, saber falar. Saber a hora de parar. Saber parar pra escutar e recuar, se for o caso. Saber pensar, concertar o que há de errado, desentortar o que há de torto, frear o que se descontrola. A arte da serenidade é difícil de ser alcançada. Muita calma nessa hora, muitas horas pra essa calma, muitas horas pra quem se acalma. Menos tormenta e mais calmaria, menos discussões e mais concentração. Mais força pra saber controlar-se. Mais controle pra saber o que dizer e como dizer. Ó ser onipotente, se lês isso neste momento, é o que lhe peço.

Thanks!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Doce amargo...

Eu e eu mesmo discutem o que fazer. Penso, penso, penso e peso. Doce amargo que tempera, às vezes tão açucarado que chega a enjoar quem vê, vez ou outra tão amargo que dá nó na garganta só de pensar... Sozinho me dou a mão. Metade de mim me equilibra e nós andamos, com um pé depois do outro sim, não nego, como numa corda bamba, como um equilibrista, e acaba que a gente se neutraliza e isso é bom, pelo menos as coisas me parecem figuras geométricas de dois ou mais lados.
"É Deus,..."
Penso que não sei o que pensar e fico nesse impasse, eu e eu mesmo, aqui, deitado, recostado num canto. Será que é isso?! Vida alicerçada numa base de ilusões?! Confusão mental, mas tudo bem...
!?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Então,

afinal de contas, o prazer é consciente ou inconsciente?!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

...e o chão frio...

...e o edredon enrolado em meu corpo, e a garganta doente, e a mente idosa, e o quarto grande e cheio de vazio, e o chão frio...
...e os pensamentos que me invadem, e a noite que me cobre de racionalidade, e meu coração que não sabe se desfazer da emoção...
...e as coisas no mesmo gráfico de uma onda...
...e o fato de tentar não deixar que se chegue no complexo ativado e ocorra...
...e o sono que me deixa escrever esse monte de bobagens aqui...
...quer saber?! Vou passar roupa!
Boa noite

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

é e cada dia mais vai ser

"Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova?!
Tudo isso que está aí no ar, malas cuecasque voam entupidas de dinheiro,
do meu dinheiro, do nosso dinheiro, que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós
pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais
esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais...
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração ta no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha vó e os justos que os precederam...
Não roubarás!
Devolva o lápis do coleguinha!
Esse apontador não é seu meu filho!
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé de meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear!
Mais honesto ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão 'deixa de ser bobo! desde Cabral que aqui todo mundo rouba!'
E eu vou dizer 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar, mais e outra vez! Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos! Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber livre do nosso freguês!
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambal!'
Dirão 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto! Desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi 'Não admito! Minha esperança é imortal! E eu repito, ouviram?! Imortal!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final!' ".

Contra-esperança

O café é tão anestésico, me faz sentir tanta calma que acaba me deixando desesperado. As mentiras de todo mundo me fazem pensar muito sobre as suas verdades. Meus momentos sozinhos são demoníacos. Isso é o pior. Eles me fazem desacreditar de tudo, menos das contra-esperanças. É como se a decepção fosse mais fácil de aceitar que a esperança de felicidade, não por ser você, mas pela força do hábito. Essa distância toda me faz me perguntar se você realmente é o contrário daquilo que eu não busquei, se você é realmente diferente tanto quanto eu insisto em acreditar que é, ou se participa de uma peça onde eu sou o protagonista inopinado e se quando fecham as cortinas você se revela.
Essa dificuldade pelos meios de comunicação me deixa assim, eu que a 10 minutos jurei pra mim mesmo não me preocupar mais me pergunto: devo pedir desculpas ou apedrejar?!
Amar é realmente difícil, às vezes...
Dez passos depois tudo vira do avesso e minha opinião já não é mais a mesma.
Foi só pra descarregar
Perdão aos leitores, se é que existe algum além das minhas várias personalidades...