nesse momento eu queria te pedir tudo. Por favor, me devolva minha escova de dentes, minhas camisas, minhas calças, meu porta retrato pintado por mim pra quem eu cheguei a achar que valia a pena. Me devolva a gaveta que eu arrumei, os chocolates que eu te dei e se possível até as camisinhas que a gente usou e eu comprei. Por favor, me devolva meu sentimento, o tempo que eu dediquei a você, minha fidelidade, minha felicidade, o tempo que eu perdi com você. Me devolva as minhas fotos que eu deixei de tirar sozinho porque estava com você, me devolva a credibilidade que eu depositei em você, me devolva até a decepção que eu senti algumas vezes.
Ela foi usada como arte pela arte, os artistas esqueceram do que é belo, do que é divino, do que é tocante e do que é sincero sem explicação. E a arte morreu! Sim, ela morreu por mau uso, por desuso, por hipocrisia dos falsos artistas! Ela morreu pela liberdade de interpretação e hipocrisia dos homens! A arte morreu! Sim ela morreu e faz tanta falta para nossas crianças que já não são mais...
A arte morreu e com ela a educação se suicidou, a política entrou em grande depressão e todas as vertentes da nossa sociedade passaram a não ter efeito nenhum...
Não tenho sido assim, desde de você eu não fujo mais de mim. Não corro sem direção e nem perco meu movimento. Passei a calcular e a argumentar antes de pisar e mesmo assim ainda dou alguns passos em falso. Esqueci aquele meu jeito mais louco de ser, fora de mim e longe de tudo, que não se preocupava com ninguém e com nada. Passei a ser assim, calculista e apaixonado. Raramente me permito algo que me tire da linha por você. Sou menos descontrolado e forço mais pro lado do Dharma. Busco mais o meu centro, a minha concentração no que é nosso, às nossas coisas.
Mas parece que não é isso que te enche os olhos, ou que faz com que você se importe né?...