quarta-feira, 21 de julho de 2010

Nada que já não faça sentido nunca


Eu sou jovem demais pra me preocupar, pra me ocupar, pra esquecer dos meus sonhos, pra perder tempo. Eu sou jovem demais pra deixar de fazer, pra me deixar esquecer. Eu sou jovem demais pra me esquecer de aprender, pra me recusar a aprender. Eu sou jovem demais pra deixar tudo o que eu acredito passar e não me apegar ao que eu quero pra quando eu estiver velho demais. E sem nem perceber eu fiquei velho demais. Minha idade passou. Minha energia quase não sobrou. Minha vida está por um fio e eu fico esperando esse fio esticar até se arrebentar lentamente...
Eu sou velho demais pra querer ser jovem demais. Eu sou jovem demais pra me deixar ficar velho demais.

minhas palavras estão meio confusas hoje...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Donos da verdade

O mundo está cheio deles.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O dia depois de hoje...

Ainda há terra nos cantos das unhas. Certas palavras ainda me incomodam, mas já sinto diferença.
Abriram a tampa do caixão e eu me levantei, sujo e com as roupas em decomposição, isso é verdade, mas é o de menos. Nada que um banho e uma troca de roupa não resolvam. E as coisas vão ficando normais como antes: ao laranja o que é limão, ao amarelo o que não é pêra, afinal de contas qual o seu normal?!
Me abaixo quando avisto as pedras voadoras, e elas são muitas. Vem de todos os lados, inclusive do de dentro, mas eu me defendo sem me mexer, me esquivo sem nem tentar, afinal de contas, a vida é minha, a decisão é minha e a esmola, depois que você deixar no meu chapéu, será minha, e eu seguirei em frente, feliz e contente com a profissão que não abracei, palavras de um sábio.
Quem acha absurdo que me julgue, quem acha correto que me vanglorie, e quem é coerente que se sinta inseguro assim como eu.

Vão pro inferno...

sábado, 27 de março de 2010

Hoje...

...me olhei no espelho e tomei um susto. Eu estava velho, mais que o normal.
Acabado, enrugado, com o semblante de cansaço, com a aparência de doente. Meu sorrisos se aposentaram, minha esperança se cansou de esperar, minha imaginação não existe mais. Me alimento de realidade e vivo pra isso. "Que horas?!", "Como?!", "Onde?!"... Sem porque, sem "e se...". O que aconteceu?! E o que mais me impressiona é isso, eu morri aos poucos e nem percebi! Cadê o eu de verdade, o eu sem medo, cheio de esperanças, feliz só por ser?! Onde foi parar?!
Meus olhos vão se fechando e eu caio em sono fundo. Sem sonhos. E é assim que eu vivo agora...
Sem sonhos, esperanças, amigos imaginários, amigos reais.
Sou eu, o material...

Robot rock

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A ciência da serenidade

Saber ouvir, saber falar. Saber a hora de parar. Saber parar pra escutar e recuar, se for o caso. Saber pensar, concertar o que há de errado, desentortar o que há de torto, frear o que se descontrola. A arte da serenidade é difícil de ser alcançada. Muita calma nessa hora, muitas horas pra essa calma, muitas horas pra quem se acalma. Menos tormenta e mais calmaria, menos discussões e mais concentração. Mais força pra saber controlar-se. Mais controle pra saber o que dizer e como dizer. Ó ser onipotente, se lês isso neste momento, é o que lhe peço.

Thanks!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Doce amargo...

Eu e eu mesmo discutem o que fazer. Penso, penso, penso e peso. Doce amargo que tempera, às vezes tão açucarado que chega a enjoar quem vê, vez ou outra tão amargo que dá nó na garganta só de pensar... Sozinho me dou a mão. Metade de mim me equilibra e nós andamos, com um pé depois do outro sim, não nego, como numa corda bamba, como um equilibrista, e acaba que a gente se neutraliza e isso é bom, pelo menos as coisas me parecem figuras geométricas de dois ou mais lados.
"É Deus,..."
Penso que não sei o que pensar e fico nesse impasse, eu e eu mesmo, aqui, deitado, recostado num canto. Será que é isso?! Vida alicerçada numa base de ilusões?! Confusão mental, mas tudo bem...
!?