segunda-feira, 5 de julho de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O dia depois de hoje...

Ainda há terra nos cantos das unhas. Certas palavras ainda me incomodam, mas já sinto diferença.
Abriram a tampa do caixão e eu me levantei, sujo e com as roupas em decomposição, isso é verdade, mas é o de menos. Nada que um banho e uma troca de roupa não resolvam. E as coisas vão ficando normais como antes: ao laranja o que é limão, ao amarelo o que não é pêra, afinal de contas qual o seu normal?!
Me abaixo quando avisto as pedras voadoras, e elas são muitas. Vem de todos os lados, inclusive do de dentro, mas eu me defendo sem me mexer, me esquivo sem nem tentar, afinal de contas, a vida é minha, a decisão é minha e a esmola, depois que você deixar no meu chapéu, será minha, e eu seguirei em frente, feliz e contente com a profissão que não abracei, palavras de um sábio.
Quem acha absurdo que me julgue, quem acha correto que me vanglorie, e quem é coerente que se sinta inseguro assim como eu.

Vão pro inferno...

sábado, 27 de março de 2010

Hoje...

...me olhei no espelho e tomei um susto. Eu estava velho, mais que o normal.
Acabado, enrugado, com o semblante de cansaço, com a aparência de doente. Meu sorrisos se aposentaram, minha esperança se cansou de esperar, minha imaginação não existe mais. Me alimento de realidade e vivo pra isso. "Que horas?!", "Como?!", "Onde?!"... Sem porque, sem "e se...". O que aconteceu?! E o que mais me impressiona é isso, eu morri aos poucos e nem percebi! Cadê o eu de verdade, o eu sem medo, cheio de esperanças, feliz só por ser?! Onde foi parar?!
Meus olhos vão se fechando e eu caio em sono fundo. Sem sonhos. E é assim que eu vivo agora...
Sem sonhos, esperanças, amigos imaginários, amigos reais.
Sou eu, o material...

Robot rock

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A ciência da serenidade

Saber ouvir, saber falar. Saber a hora de parar. Saber parar pra escutar e recuar, se for o caso. Saber pensar, concertar o que há de errado, desentortar o que há de torto, frear o que se descontrola. A arte da serenidade é difícil de ser alcançada. Muita calma nessa hora, muitas horas pra essa calma, muitas horas pra quem se acalma. Menos tormenta e mais calmaria, menos discussões e mais concentração. Mais força pra saber controlar-se. Mais controle pra saber o que dizer e como dizer. Ó ser onipotente, se lês isso neste momento, é o que lhe peço.

Thanks!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Doce amargo...

Eu e eu mesmo discutem o que fazer. Penso, penso, penso e peso. Doce amargo que tempera, às vezes tão açucarado que chega a enjoar quem vê, vez ou outra tão amargo que dá nó na garganta só de pensar... Sozinho me dou a mão. Metade de mim me equilibra e nós andamos, com um pé depois do outro sim, não nego, como numa corda bamba, como um equilibrista, e acaba que a gente se neutraliza e isso é bom, pelo menos as coisas me parecem figuras geométricas de dois ou mais lados.
"É Deus,..."
Penso que não sei o que pensar e fico nesse impasse, eu e eu mesmo, aqui, deitado, recostado num canto. Será que é isso?! Vida alicerçada numa base de ilusões?! Confusão mental, mas tudo bem...
!?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Então,

afinal de contas, o prazer é consciente ou inconsciente?!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

...e o chão frio...

...e o edredon enrolado em meu corpo, e a garganta doente, e a mente idosa, e o quarto grande e cheio de vazio, e o chão frio...
...e os pensamentos que me invadem, e a noite que me cobre de racionalidade, e meu coração que não sabe se desfazer da emoção...
...e as coisas no mesmo gráfico de uma onda...
...e o fato de tentar não deixar que se chegue no complexo ativado e ocorra...
...e o sono que me deixa escrever esse monte de bobagens aqui...
...quer saber?! Vou passar roupa!
Boa noite